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Memórias III - O banho de bacia

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  Quem foi criança até meados da década de 1980 deve-se lembrar do banho de bacia. Nas famílias sem muitas posses, principalmente as mais numerosas, não havia chuveiro elétrico, só o não elétrico. Nos dias de verão, tudo bem, embora não fosse lá muito agradável. Lembro que eu tinha um tática para o banho de chuveiro frio. Colocava o pé pra ir me acostumando com a água fria, depois a perna, ia pegando um pouco de água nas mãos e espalhando pelo corpo pra ir me acostumando... depois fechava o olho e... dava um pulo no meio da água. Engraçado, não me lembro de todos os pulos... Minha mãe, sempre atenta, algumas vezes me mandava voltar para o banho sob os meus veementes protestos. Mundo cruel, como se pode duvidar da palavra de uma pobre e inocente criança?     Mas isso é outra história... Continuando a nossa saga da bacia, eis que então chegavam os dias de frio... Quem se arriscava a tomar um banho de chuveiro num dia frio? Então começava-se um ritual: ...

Olhos de Criança

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Olhos de Criança Há quanto tempo não olho as nuvens Há quanto tempo não vejo formas no céu Porque meus olhos já não podem ver Coisas tão simples como nuvens no céu ? Em que minha vida se transformou ? terá valido a pena crescer ? Se há luz detrás de nuvens negras não sei dizer Mas meus Olhos de Criança sabiam ver... Toda fantasia, miragem poesia suspensa no azul do céu. Esta é a letra de uma música que compus em 1995 e que foi apresentada no Festival Canta Minas da Rede Globo Minas.