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Tempo, tempo...

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Ah! o sempre misterioso tempo que tanto nos aflige... Como defini-lo? Luiz de Paula, em um trecho de um de seus poemas disse: "O tempo é um estranho pássaro, que voa de asas leves, as asas da cor do vento..." Indo mais longe, a antiga civilização grega tinha duas palavras para o tempo: Chronos que definia o tempo sequencial, cronológico, que pode ser medido, o tempo dos homens. E Kairos(ou Kairós), que é um momento indeterminado e especial em que algo acontece, que não pode ser medido e sim vivido, o tempo de Deus. Segundo uma das crenças dos indios Xavantes, o controle do tempo é feito pelo coração,de acordo com a ação e a inação. Isso pode implicar diferentes ritmos, diferentes velocidades de tempo... Caetano Veloso numa de suas canções mais conhecidas cantou: O tempo não para e no entanto ele nunca envelhece. Penso algo parecido: Quanto mais o tempo passa, mais jovem ele se torna...

Tempus Fugit

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Ah o tempo !!! Como foge ao nosso controle, o danado. Como sempre escapa, como areia entre nossos dedos. Nem sei mais se sou ampulheta ou se sou areia ... Rubem Alves diz o seguinte em seu livro Tempus Fugit : "Sentia que o relógio chamava para o seu tempo, que era o tempo de todos aqueles fantasmas, o tempo da vida que passou... Tenho saudades dele. Por sua tranqüila honestidade, repetindo sempre, incansável, "tempus fugit". Ainda comprarei um outro que diga a mesma coisa. Relógio que não se pareça com este meu, no meu pulso, que marca a hora sem dizer nada, que não tem histórias para contar. Meu relógio só me diz uma coisa: o quanto eu devo correr para não me atrasar... Mas o relógio não desiste. Continuará a nos chamar à sabedoria: "tempus fugit..." Quem sabe que o tempo está fugindo descobre, subitamente, a beleza única do momento que nunca mais será..." R. Alves