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Mostrando postagens com o rótulo Lembranças

Memórias VI - Figurinha Carimbada...

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Crianças disputando figurinhas no "bafo". Quem foi criança até a década de 1980 deve-se lembrar dos álbuns de figurinhas de jogadores de futebol. E mais do que isso: das famosas figurinhas carimbadas! Pra quem não sabe, os álbuns de então tinham figurinhas que eram produzidas em menor número, portanto muito mais difíceis do que as outras e vinham com um carimbo impresso. Quanta emoção ao comprar um pacote de figurinhas e, ao abrir, encontrar uma figurinha carimbada! Só quem teve essa emoção, sabe o que ela significava pra uma criança... E as coisas eram bem mais difíceis para a maioria das crianças naquele tempo. Principalmente para as desprovidas de recursos monetários como eu, mais popularmente conhecidas como: Pobres! Quando não havia dinheiro para comprar os pacotinhos, só havia a opção de tentar ganhar no bafo* dos outros meninos. No meu caso com minha grande habilidade com as mãos... Essa segunda possibilidade era bem próxima de zero... Curiosamente, F...

Memórias V- Qual é Atlético? Qual é Cruzeiro?

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-Qual é Atlético, Qual é Cruzeiro? O menino me fez essa pergunta no pátio do grupo escolar no intervalo do recreio. Na sua mão dois botons de metal com dois símbolos completamente diferentes. Eu tinha apenas sete anos, fazia pouco tempo que havia me mudado do Mato Grosso e, diferentemente do que acontece hoje, naquela época não havia essa overdose de informação sobre os clubes de futebol; a comunicação era muito restrita e dificilmente havia alguém com a camisa do seu time. Por esta e por outras razões eu, com sete anos, ainda não conhecia o símbolo dos dois mais populares times do estado. - Se você responder certo, um deles será seu! E agora? até que os botons não me atraíram muito mas agora era um desafio... E eu, desde pequeno, sempre adorei desafios... E aquele menino, que eu nem ao menos conhecia, estava alí me "pondo contra a parede". Por que perguntara isso para mim e não para outro? Ou eu era apenas mais um a quem ele fazia esta pergunta? Ou seria o p...

Memórias IV- O Bloco do Bosta

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Em Montes Claros na década de 1980 existia um bloco que participava do carnaval, o Bloco do Bosta. Na realidade não era um bloco, era um anti-bloco. Não desfilava na avenida, simplesmente seus foliões passeavam entre o público antes, durante e após o desfile. A " fantasia" de todos era a mesma:  simplesmente um lençol branco que cobria todo o corpo, fazendo os contornos do corpo e cabeça, como um fantasma, com furos nos olhos e no nariz. Sem nenhum comando, cada um fazia a sua própria "fantasia" e andava pelas ruas, na maioria das vezes em grupos de dois. Era diferente, era divertido! me lembro de ter conversado com diversos integrantes, quase sempre do sexo feminino, mas nunca descobri a identidade de nenhum deles. "Ganhei" alguns beijos no rosto de algumas "bostinhas". Era uma sensação diferente ao ganhar o beijo, pois não tinha a mínima idéia de como ela era fisicamente, muito menos o seu rosto. Hoje a minha visão sobre o Bloco do ...

Memórias III - O banho de bacia

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  Quem foi criança até meados da década de 1980 deve-se lembrar do banho de bacia. Nas famílias sem muitas posses, principalmente as mais numerosas, não havia chuveiro elétrico, só o não elétrico. Nos dias de verão, tudo bem, embora não fosse lá muito agradável. Lembro que eu tinha um tática para o banho de chuveiro frio. Colocava o pé pra ir me acostumando com a água fria, depois a perna, ia pegando um pouco de água nas mãos e espalhando pelo corpo pra ir me acostumando... depois fechava o olho e... dava um pulo no meio da água. Engraçado, não me lembro de todos os pulos... Minha mãe, sempre atenta, algumas vezes me mandava voltar para o banho sob os meus veementes protestos. Mundo cruel, como se pode duvidar da palavra de uma pobre e inocente criança?     Mas isso é outra história... Continuando a nossa saga da bacia, eis que então chegavam os dias de frio... Quem se arriscava a tomar um banho de chuveiro num dia frio? Então começava-se um ritual: ...

Memórias II- Bico de Pão

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Ele só come o bico do pão !!!  Disse meu primo Luizinho há quase 30 anos atrás.  Sobre quem ele falava eu não me lembro, mas essa frase ficou na minha memória permanente.  A razão pela qual isso ficou na memória, talvez Freud explicasse, ou Jung como poderia me dizer uma psicóloga poetisa... Mas deixa pra lá, o fato é que ficou na memória e ponto final.  Para quem não sabe, na década de 70 e início dos 80, as padarias fabricavam pães tamanho família de 500 gramas. Tinha gente que gostava da ponta do pão, que era mais crocante e outros que preferiam o meio. E muitas vezes dava briga pois quando a pessoa ia procurar seu bico de pão, cadê? Havia então aquela indignação: “Pô, mutilaram o pão só pra comer o meu bico!”  Mas o tempo passou e hoje é difícil encontrar o “pão grande”, tentei encontrar uma foto dele na internet e o máximo que consegui foi essa bisnaga aí, sei que não é a mesma coisa, mas foi o que consegui... Ontem enquanto vinha da ...

Começar já é metade de toda a ação V- Quase tudo já foi escrito...

A margem para  a nossa criatividade é muito estreita, embora não seja pequena. Na maior parte das vezes vamos repetir o que os outros já falaram, ou falar as mesmas coisas de outra forma. Nada se cria, tudo se transforma! Puxa Vida!!! Tentei ser original e logo vem à mente algo que alguém já disse ou já pensou... Sempre citamos os pensadores de outrora. Quem veio antes de nós leva uma grande vantagem. As palavras são poucas e desde o início dos tempos já foram combinadas incontáveis vezes... Me lembro de um dia em que participava de um curso e alguém fez uma citação de Camões. Qual não foi o meu espanto ao verificar que algo que eu achava que havia criado já fora feito. Me achava original...  Talvez tenha ouvido alguma vez e inconscientemente recriei como se nunca tivesse ouvido, mas acredito que não. Não falei para ninguém, pois pensei: Quem irá acreditar? Existe um oceano e 500 anos entre nós. E como se não bastasse, a favor de Camões! Não dá pra lutar contra essas evid...

Um outro dia na vida...

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Dias atrás chamei a senha para abertura de uma conta, e vieram um senhor e um rapazinho. Pedi a documentação, e o senhor me entregou os documentos do rapaz juntamente com o xerox. Perguntei então para o rapazinho: E aí vai querer abrir uma poupança? Então houve um instante de silêncio... Depois desse instante, o senhor me falou: ele não escuta, é surdo. Continuei o atendimento, pensando se havia cometido algum erro, se agira certo ao perguntar, se o tom não havia sido ofensivo diante da situação. Convoquei um rápida sessão no tribunal da minha consciência, fiz um julgamento relâmpago e concluí que eu não teria como saber se ele era deficiente ou não, o tom fora amistoso, enfim, Ufa!!!, no tribunal da minha consciência fui absolvido. Mas notei que havia algo diferente naquela situação, já havia atendido pessoas com deficiência, mas a forma como o senhor me havia falado da surdez do rapaz me chamou a atenção. Havia quase que uma ponta de contentamento quando ele havia me falad...

Memórias I - A máquina de descascar laranjas...

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Qual será a razão de que sempre nos lembramos de alguns fatos que nos parecem bobos e não nos lembramos de outros que deveriam ser marcantes ? Uma de minhas lembranças mais antigas é de quando estava em uma viagem com minha mãe, devia ter por volta de 3 a 4 anos e o ônibus fez uma parada, nós não descemos, mas um laranjeiro (pessoa que vendia laranjas) nos ofereceu laranjas pela janela e minha mãe comprou. Foi quando ví pela primeira vez uma máquina descascando laranjas. Fiquei fascinado vendo a laranja rodando e a casca saindo inteira do lado, e depois a laranja ficando com aqueles sulcos característicos que a máquina deixa. Não me lembro se a laranja era doce ou azeda, mas pra mim pouco importava, o que tinha importância era que era uma laranja especial, uma laranja descascada na máquina. Acalentei (mais um de meus sonhos inconfessáveis) ter um dia uma máquina para cortar laranjas, sonho até o momento não realizado. Talvez seja esse o motivo pelo qual nunca apre...

Bestagem

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Me lembro quando tinha por volta de 13 anos, e uma de minhas tias me corrigiu quando eu disse qualquer coisa, que não me lembro mais, e finalizei dizendo que era uma grande bestagem. Ela me disse: “esta palavra não existe, bestagem é coisa do povo do norte de Minas, o que existe é besteira, bobagem ... O filho dela, que estava ao meu lado retrucou: Mãe deve existir, deve ser a mistura de besta com bobagem... E o assunto morreu aí . Muito tempo depois olhando no Aurélio descobri que o meu primo estava certo: “bestagem” existe. É mais ou menos como meu primo falou: é mistura de besta com o sufixo agem. Taí tia (que é uma doce criatura), você falou uma grande Bestagem. A foto é do Aurélio Buarque, o Aurélio do dicionário.

Existe ou não solução ?

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Se um problema tem solução, não se preocupe, ele tem solução. Se um problema não tem solução, não se preocupe, ele não tem solução. Provérbio Chinês Há alguns anos atrás ouvi pela primeira vez este provérbio chinês e o achei interessante, assim como achamos várias coisas e frases que depois se perdem em algum lugar da memória, até que tempos depois as ouvimos novamente, achamos novamente interessante, para logo depois os relegarmos ao ostracismo, abaixo das centenas de jogos de futebol ou capítulos de novelas e seriados que estão à frente na lista de prioridades de nossa mente. Por algum motivo, dias depois, ao surgir um problema qualquer me lembrei dele e resolvi aplicá-lo. Pensei se aquele problema que estava tendo no momento era solúvel ou insolúvel. Nem me lembro mais qual problema era, só por isso desnecessário dizer o quão besta ele era. Então resolvi aplicá-lo dali em diante, e a cada problema que aparecia eu me perguntava: tem ou não solução? E assim foi: a cada novo ...

Démodé

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Tem algumas coisas que com o passar dos anos saem de moda. A língua francesa por exemplo. Até meados da década de 1980 no ensino brasileiro ou nos vestibulares, as opções de língua estrangeira eram Inglês e Francês. "O Francês era a língua das artes ". Hoje o Espanhol é a outra opção e tudo leva a crer que o Francês nunca mais voltará a ter a importância que teve, até porque a própria França tem hoje uma representatividade muito menor no mundo moderno. Outro exemplo? Nos cinemas nas décadas de 1970 e início dos 80, os filmes de Trinity e os de Kung Fu eram dois dos mais populares. Terence Hill que interpretava Trinity e Bud Spencer que interpretava seu irmão, eram febre naquele tempo. Hoje não merecem nem uma reprise num dos horários das madrugadas. Kung Fu então nem se fala. Nunca fui fã de nenhum dos dois gêneros. Se bem que uma cena de Trinity eu nunca me esqueço: Trinity chegando a um lugar após dias sem se alimentar e comendo um prato de feijão. A forma como el...

Pra quê ?

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Quem acompanha meu blog pode até achar que sou o tal, que sou infalível, que nada ... Me lembro que há alguns anos atrás atendi uma moça que trabalhava em uma loja de telefonia celular. Conversa vai, conversa vem, ela me falou que havia até celular que tirava foto. E eu lhe disse :para que alguém vai querer um telefone que tira foto ?

Natal e Chuva

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Uma das coisas boas de se ter um blog é que passamos a ter um registro histórico em que podemos confiar, passamos a não depender da memória que quase sempre falha. Um exemplo disso é que desde que comecei a postar neste blog em 2006 ainda não havia acontecido de ter um Natal com chuva, o que aconteceu agora. Pra mim Natal sem chuva não parece Natal, talvez por que na minha infância a maioria dos natais eram chuvosos ...

Odeio frio

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Ah, eu odeio frio. E olhe que para mim são apenas três meses ... Férias de Julho em campos de Jordão , tô fora !!! temporada de inverno na serra gaúcha, tô fora !!! passear no inverno num desses países nórdicos ? brrrrumm, ai ! Me lembro quando era bem criança, meus pais e eu morávamos num cidade no Paraná chamada Cianorte. Mesmo bem criança me lembro o quanto era frio. Meu pai para aquecer durante a noite fazia cobertor de jornal, é isso mesmo, cobertor de jornal. Era a única coisa que realmente aquecia ... Engraçado que nunca mais ví ninguém mais fazer isso depois, mas ficou a lembrança ...

Meu Primeiro São João

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- Amanhã é feriado ? Por quê ? Perguntei. - É claro, onde já se viu o dia de São João não ser feriado ? Me respondeu meu colega com aquele ar gazeteiro, característico dos adolescentes. Meio sem graça, concordei com ele, do qual não me recordo o nome, só do seu grande sorriso e da sua fisionomia. Ele era um negrão de uma educação e de um temperamento bonachão, gozador que só ele, mas sempre de bem com a vida e com todos, daquelas pessoas que alegram qualquer ambiente só com a sua presença. Onde andará ele ? Nós estudávamos no Instituto educacional Coronel José Ortiga, o famoso técnico, era o primeiro ano que eu passava um São João em São Francisco. Eu, que fora criado em Montes Claros, que nunca teve a tradição de festa junina, a não ser as de clubes. A festa nas cidades pequenas é realmente um acontecimento; a cidade toda se enfeita, é festa pra tudo o que é lado; é quitute, fogueira, foguete, traque. Do padre ao prefeito, do menino ao avô, do pobre ao rico, todos parecem mais iguais,...

Patrícia Ahmaral

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Tive a oportunidade de conhecer a cantora e compositora Patrícia Ahmaral no Conexão Telemig Celular,na quinta passada, onde ministrou a oficina de Canto, “Um caminho para a voz”. De fala mansa, doce no trato, coisa de seu temperamento paciente, sabe tentar extrair o melhor de cada um de forma bem tranqüila, sempre cuidadosa, sempre à procura de um ponto positivo, para depois dizer o que acha errado, parece um grande amigo meu que tem essa mesma característica, e são de pessoas assim que o mundo mais necessita. Embora não pudesse delongar muito nos seus ensinamentos pois o tempo nesse caso era seu inimigo, pois a oficina durava apenas um dia, deu o máximo de sí. Conseguiu em pouco tempo nos dar um novo caminho para trilharmos, nós não mais que iniciantes nos caminhos tortuosos mas fascinantes da voz , e porque não dizer de nós mesmos, sendo a voz um reflexo do que somos e sentimos. Soube pela internet que lançou dois Cds , o primeiro Ah ! de 1999 com produção de Zeca Baleiro e o segundo...

Jambo

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Hoje comi jambo, há muito tempo não comia, tinha até esquecido o seu sabor e o seu cheiro inconfundível de flor. Gosto de jambo, sou uma das poucas pessoas que conheço que gosta. O jambo não é uma fruta brasileira, é originária do sudeste da Ásia, foi trazida para cá pelos portugueses, é da mesma família da goiaba, da jabuticaba, da pitanga. A árvore do jambo vive mais de 100 anos. Outro dia uma colega minha estava com um coquinho, não o coquinho azedo, mas aquele de casca dura que tem uma polpa amarela que gruda nos dentes, havia até esquecido que ele existia. Na hora me veio a lembrança de jatobá. Jambo, coquinho e jatobá estão entre as frutas mais desprezadas, desprezadas mas de doce memória dos meus anos de infância; É uma de várias coisas que fazem parte de nossa vida durante um bom tempo e depois se vão. Por falar em frutas me lembrei do tempo em que morava na casa de minha avó. A maior parte de minha infância vivi lá. Lá havia muita fruta. Goiaba branca e vermelha, m...

Um Grande Amor

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Ele chegou naquele dia como sempre, sorriso amistoso no rosto, com a calma e delicadeza que lhe eram característicos, na juventude dos seus sessenta e poucos anos. Eu, como sempre, ficava contente em atendê-lo, ele era sempre tão gentil e paciente. Assim que chegou sua vez lhe perguntei : O que o senhor deseja hoje? Ao que ele respondeu: Flávio, quanto meu filho deve aí no crédito educativo? Respondi: Um momento que vou verificar. Lhe passei o valor e ele disse : como é que faz para quitar? Respondi que era só eu preencher um modelo de quitação. Ele então falou: pode preencher aí pra mim. Preenchi e lhe falei: Pronto! agora é só ir pagar no caixa. Ele apertou minha mão, me olhou fundo nos olhos, me agradeceu e se foi ... Dias depois o filho dele chegou com uma expressão diferente no rosto, uma angústia que até então não tinha visto nele. Flávio, meu pai esteve aqui semana passada ? Sim, respondi. E o que veio fazer aqui ? Veio quitar o seu crédito educativo. E-le e-l...

Pai

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Meu filho acordou hoje e a primeira coisa que fez foi me dar um abraço. Eu ainda na cama o recebi com emoção e ternura, e esse abraço me remeteu a outro acontecido há quase sete anos atrás, quando ele tinha apenas três meses de idade. Ele estava em Bocaiúva há cinco dias, na casa da avó, com a mãe e a irmã, foi a nossa primeira separação depois do nascimento e a maior até hoje, e quando cheguei ele estava comendo a papinha ; quando me viu, parou com tudo, me olhou fixamente, um olhar que nunca vou esquecer ; quando cheguei mais perto me abraçou forte e longamente. Dizem que o tempo não para, mas para mim parou naquele instante, e me senti a pessoa mais amada do mundo, aquele abraço me fez e me faz muito feliz . Ficamos sempre preocupados com as grandes coisas que nos esquecemos de que na maioria das vezes elas não são tão importantes assim. Para mim aquele abraço foi a coisa mais importante da minha vida !!!

Frustrações

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Hoje acordei pensando em frustrações que terei que carregar durante toda a vida, coisas aparentemente pequenas mas que possuem um grande significado em nossa vida, principalmente pelo fato de serem imutáveis. Uma delas é de quando eu tinha 12 anos e saí para a casa de um colega meu de escola e fiquei por lá uma tarde inteira; Quando cheguei em casa (nessa época morávamos na casa de minha avó) minha avó me falou que os meus amigos de quando eu morava na rua Bocaiúva, o Rogério, o Marcelo e o Flavinho tinham ficado me esperando para que saísse com eles. Vocês não imaginam como me senti por não encontrá-los, já fazia algum tempo que eles haviam se mudado para Januária e desde então nunca houvera um contato; nós que durante quase cinco anos brincávamos todos os dias, durante praticamente todas as horas disponíveis,numa sintonia e numa harmonia maravilhosa. O pior é que depois disso nunca mais os encontrei, nem tive notícia, o que aumentou ainda mais minha frustração por aquele dia, além do...